terça-feira, 1 de maio de 2012

Reação em defesa de um desejo!















Ao ficarmos com o fato de que a raiva é exatamente isso em todos nós, e se bem atentos, percebemos essa 'reação' até em outras espécies(...).

Contudo, como nosso cérebro é bem mais desenvolvido, podemos até perceber essa reação durante a sua própria ocorrência, não? Nessa percepção, sem fazer julgamento (certo ou errado/reprimir ou ignorar), apenas observar o fato ocorrendo, esse ato de observar nossas próprias reações, não nos coloca em atenção não dissociada, onde o analista também é o analisado?

Não ocorre uma inteligência que indaga 'pra quê continuar nisso?'

Nesse cessar não idealizado, toda energia vital despendida que corriqueiramente gastamos para manter, reprimir ou até negligenciar essa reação, não estaria naturalmente disponível para a continuidade desse estado de atenção ao agora?

sábado, 28 de abril de 2012

Queridas Imagens,


Por que simples questionamentos deflagram tantas "certezas" em nós?
[há alguma se não a que somos imagens?]


São inúmeras não, as que criamos para tudo em nós? Nosso pensamento vive a se movimentar por coisas mortas que são as nossas memórias? O passado - o analista em nós, avalia o analisado - que também somos nós - de forma distante, separada, não harmônica? Será que disso e nisso, recriamos um 'novo' nós - o vir a ser -, para não ter que encarar o que somos de fato: violentos, corruptos, egoístas, supersticiosos, limitados, condicionados...? Nos relacionamos através de imagens? Será que podemos perceber esse continuo construir ilusório? Por que na atenção nos distanciamos de todo esse movimento? 

Vejamos: toda vez que estamos 'admirando' a beleza da natureza em um local por exemplo, nesse instante, todos nossos sentidos ficam ativos, e não sobra nada do 'eu', nos afastamos de toda a bagunça contínua que são nossos pensamentos. O legal é que não há esforço algum nessa ação natural do cérebro, que continua a gravar, porem, algo fica mais 'nítido', vivo. Há alegria, há amor, há um sentido de existência, há muita energia; harmonia. Só que, logo depois, vem o pensamento e começa a refletir sobre tudo isso, daí nasce o desejo de que isso se repita, nos perdemos, a atenção plena se vai, voltamos para o velho movimento do 'eu' egoísta em busca do próximo prazer ou entretenimento para esquecer os pensamentos ou referendá-los(?). 

Tagarelamos constantemente sobre tudo não? 
[Não pergunto aqui no orkut/facebook...: pergunto sobre esse desperdício de energia vital que fazemos incessantemente e intensamente a todo momento]

Compartilhemos alguns - só para citar -: quase que constantemente nos pegamos - quando atentos - 'idealizando' como irão ser conversas futuras com outros, criamos até o que o outro irá dizer baseados no passado morto que habita em nossas lembranças, e para piorar, nos angustiamos até por antecipação nesse ato ilusório. Fazemos também o mesmo com coisas do nosso passado, perdemos tanto tempo tentando criar versões de como seria o agora, como se estivéssemos no filme 'de volta para o futuro'. Que movimento inteligente do 'eu' psicológico não?

Como seria possível se livrar desse óbvio movimento que esquece de viver o agora?

E se ficarmos com o fato, com o fato do que somos sem tentar mudar o que somos?
Nisso não ocorreria aquele mesmo tipo de inteligência que emana na atenção não idealizada?

"- Onde estou? Por que estou pensando nisso?"

E estando nesse tipo de atenção - que brotou de estado não idealizado -, poderíamos perceber muitas mais coisas em nós mesmos? Por exemplo: o que é a raiva em si?

Não seria a raiva uma reação em defesa de um desejo?

Se pretender realmente se aprofundar, perceberás que terás que morrer para viver de forma realmente livre.

Abraços nas 'imagens' de todos, mas precisamente na vida que habita em cada um - de uma imagem de muitas em mim que ainda reluta em permanecerem vivas e fixas como imagens -.
...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O crepúsculo da minha idolatria!

O que escapara à Nietzsche?! 
'COMPAIXÃO'...
Compaixão com a vida.

Para a observação do seu e do nosso si mesmo:

Há 'essa' em todo o Zaratustra, naturalmente - isto é: sem essa história de inconsciente em nós -, percebemos que o 'personagem' grita compaixão pela, não só a dele, mas isso não habitou continuamente em Nietzsche; a indignação que se transformou em revolta é o delator.

Mas importa agora o que ele fora, no que se transformou de fato e no fato?!

Importa se quisermos manter continuamente a expectativa "dele" e futuramente outros em nós; de um novo messias do entretenimento; o oportuno esquecimento de si mesmo, nossa mente é muito hábil. 

Um revoltar não mudará o fato ocorrido, apenas intensificará a mágoa em mim, por não perceber a imagem que eu esperava e sempre esperarei do "terceiro", estamos cheios(lotados) de terceiros; Ah! quanta agonia habita nesse contínuo esquecimento...

Diversas imagens do todo compõem o esquema imaginário e limitado do "eu", a magoa ocorre e se intensifica pela não confirmação das expectativas criadas; a agonia do agoniado - nosso limite: o imaginário -, abastece o esquema que se justifica.

"- Mas necessito do revoltar para promover a mudança!(?)"  

Que tal usar o indignar-se? Esse nasce de um observar mais profundo do fato.

Veja seu 'inconsciente', ele é apenas o que é; um esquema imaginário que se justifica:

183
"Não pelo fato de me teres mentido, mas por não poder acreditar-te, é que me agonio."
[Além do Bem e do Mal]
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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eu sou esse arquiteto!

"Você toca algo que é intocável, por uma a mente que está observando a si própria como se estivesse num espelho."


Ele aborda algo mais profundo e aponta para como deveríamos proceder em vigília para se obter a máximas das vigílias.

Um nível onde você olha para diretamente para o arquiteto.

Numa autocrítica, andei pegando um atalho (bem típico), contudo ainda estou arranhando a superfície. Sobre olhar para o arquiteto: só consigo depois, através das anotações.

Detalhe: por mais abertas que estavam as pessoas na plateia (vídeo), não conseguiam acompanhar... pena que ainda hoje, mesmo com a neuro, com diversos estudos, tudo a mão, disponível... continuam assim; não acompanhando, fixos com seus duendes (...esoterismo, misticismo, religiosismo...). Em suma: demônios.

Muito interessante, muito construtivo.

O mistério dos mistérios, olhar para o arquiteto!

Imagine o monólogo(?!):
Eita?!
Eu sou esse arquiteto!
Hei arquiteto, construa "isso"!

...e durante o 'sonhar lúcido' o arquiteto contempla sua imensa capacidade criativa.

Posso voar novamente assim como fizera?

Antes de vivê-los de fato, não conseguia vislumbrar como seria possível se encontra lúcido em sonho; como seria isso? principalmente devido a minha preconcebida percepção de que seria 'impossível' ser protagonista, roteirista, diretor dos efeitos especiais e ao mesmo tempo, estar ciente desse estado - estar em sonho -...

Encontrei um referencial que pode ser assimilado por a todos nós. Pois como sempre, necessitamos reconhecer algo no desconhecido para poder construir um novo entendimento. Todos nós, mesmos acordados, por muitos anos, fazemos algo muito semelhante a como ocorre em 'Sonho Lúcido'(REM).
 
Olhe para si quando criança - se esqueceu?! faz tempo né?! -
Olhe para uma hoje...
Veja-a brincando, construindo o ambiente em volta com sua imaginação, como ela lida com aquela realidade que ela mesma cria: sem barreiras; sem hipocrisias; sem medos...
Ela sabe que está vivendo uma fantasia. Mas durante o brincar, ela o vive intensamente. Pronto, é exatamente isso que pode ocorrer em 'Sonho Lúcido' conosco - no sentido de saber onde estamos -, principalmente quando extirpamos o castrar no conduzir; brincamos de sonhar - Eh muito phoda estar vivo!-

sábado, 19 de novembro de 2011

Nossa Perspectiva é Sempre Invertida


EU NÃO GOSTAVA DE MIM
 
Objetivo Geral: fomentar nos alunos e professores independente de faixa etária, a percepção para o olhar invertido que todos temos em relação a nós mesmos.

Objetivo Específico: apresentar uma mensagem - no formato quadrinhos -, para que possa ser fixada em um mural de qualquer instituição de ensino.
Enredo de Referencia:

Numa escola qualquer, encontramos isolada no pátio uma garotinha. Coleguinhas chamam-na para brincar... de pronto, nega-se a comparticipar, continuando assim no conforto do seu isolamento; segue o intervalo. Noutro dia, no mesmo horário, se aproxima um coleguinha que pergunta: “O que houve?!”; “Nada” - responde a garotinha que vive a se isolar -; “Estais doente?!” - indaga o menino preocupado -; “ Não...” - responde ela sem muita certeza -; “Diz, vai!” - insiste o colega -. Relutando um pouco, a menina cede respondendo:

É que ninguém gosta de mim; todo mundo não me quer por perto...

Um pouco surpreso e sem saber como lidar, responde a sua maneira:
Liga não; eu gosto de você... Eita!? O Intervalo vai acabar logo... Vou brincar; tchau!”

E assim novamente, segue o eterno e isolado intervalo... Porém, neste mesmo dia, haverá aula de Educação Física mais tarde. A professora organizara uma atividade bem legal; interativa e deveras coletiva (corridas; expressões corporais...). Durante a aula, em sua atitude antecipatória, a menina volta a se isolar. A mestra atenta, percebe a ausência, indo até a garota perguntar:
- O que houve?! Você está se sentindo bem?!
- Nada...
- Nada mesmo?!
- Nada...
- O que é?! Fala!

Relutando um pouco novamente, desabafa a menina: "Ninguém gosta de mim...”; contra-argumenta a educadora: “Você pode estar enganada; que tal tentarmos pelo menos?! Venha; venha participar conosco, venha nos ajudar, precisamos de você...”

Timidamente, começou ajudando a professora. Depois não se conteve, pediu para comparticipar como todos, e participou como nunca: brincou, sorriu, correu, pulou, caiu, levantou, sorriu e tornou a sorrir novamente. E, ao final desse intenso viver, sua "essência" que emana naturalmente do corpo refletiu: 
"EU NÃO GOSTAVA DE MIM".

Nos próximos intervalos, nas próximas atividades - inclusive também em sala de aula -, adivinhem quem é sempre umas das primeiras pessoas a querer comparticipar?!

Palavras chave: atenção; elaboração; observação; apoio; autoestima; autoconfiança; autoconceito.

Citação Reflexiva:
[...]"Eu sou corpo e alma" − assim fala a criança. − E por que se não há de falar como as crianças?[...] (NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Assim Falou Zaratustra; Dos que desprezam o corpo).

Conclusão: o profissional deve ter consciência plena do seu papel perante.

domingo, 6 de novembro de 2011

Consciente Aniversário; é possível ser alegre!

Destinado à todos e para ninguém... 
Parabéns(!): pode ser uma alegria ainda maior viver a vida; a prometida para o após é apenas um alento que sempre buscamos nas promessas...  
E se pensarmos a cada novo ano que chega: "Era isso a vida?! Então que venham mais"... A felicidade nessa se torna cada vez maior, real, vivida...  
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"Não existe caminho para felicidade. A felicidade é o caminho.
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"Minha Felicidade 
Após o cansaço da busca, 
aprendi o encontro. 
Após afrontar vento frontal, 
navego com todos os ventos.
A essência - popular alma - que emana das interações corpo-mente interpreta: "quero satisfação imediata; que cessem minhas incertezas; meus medos; minhas angústias; minha certeza de morte"... Porem algo maior, mais sábio, grita natural e silenciosamente: "desejo apenas continuar vivendo"; o corpo... Durante o celebrar de um aniversário, naquele momento em que acreditamos na promessa de um pedido... O corpo fala tão silenciosamente alto e auto que acordamos do alento das promessas, refletimos mais profundamente: "Eitha estou vivo!"  
"Somos nossas escolhas." 

Citados: 
* Gandhi, 1869 - 1948; 
* Nietzsche, 1844 - 1900.